"Este é o momento de os professores e investigadores se juntarem à luta em defesa dos direitos laborais e exigirem melhores salários e condições de trabalho nas instituições de ensino superior, que se degradaram nas últimas décadas", sublinha o presidente do sindicato, José Moreira, citado em comunicado.

Para além das propostas do governo para o pacote laboral Trabalho XXI, que o SNESup diz facilitar os despedimentos, aumentar a precariedade e atacar o sindicalismo, contrariando os princípios da legislação laboral, o sindicato aproveita a greve para recordar reivindicações antigas.

Entre os principais problemas, os investigadores e docentes do ensino superior citam a "diminuição acentuada e contínua do poder de compra" nos últimos anos, os vínculos contratuais precários, que afectam a maioria dos investigadores e professores convidados, e os "constantes bloqueios" nas oportunidades de progressão na carreira.

Em comunicado, o sindicato defende a atualização das tabelas salariais, a integração dos investigadores e professores visitantes precários nas respectivas carreiras e a aplicação do regime de pessoal docente e de investigação nas instituições privadas.

Sobre a reforma da legislação laboral, José Moreira escreve que as alterações propostas vão agravar as dificuldades já sentidas pelos profissionais e acentuar os obstáculos à progressão e atratividade da carreira.