Este crescimento foi acompanhado de um reforço da operação ao longo do ano, com aumento de frequências e ajustamento da oferta à procura. Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve continuam a ser os principais destinos, representando mais de metade do total de viagens.

Em termos percentuais, Aveiro, Viseu, Coimbra, Torres Novas e Lisboa (Gare do Oriente) registaram os maiores aumentos da procura.

A empresa destaca ainda o aumento do número de passageiros em mais de 200 localidades onde assegura a única ligação rodoviária regular de longo curso, em zonas sem alternativa ferroviária ou outros serviços interurbanos. Este crescimento está associado à mobilidade estudantil e à deslocação de residentes que optam por viver no interior, mantendo ligações frequentes às áreas metropolitanas.

No âmbito da reorganização da rede, foram criadas ligações diretas aos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, utilizadas por mais de 400 mil passageiros ao longo de 2025.

As vendas através dos canais digitais continuaram a crescer, mantendo-se como o principal canal de compra de bilhetes. Segundo a empresa, esta tendência reflecte a adoção generalizada de processos de compra mais simples e rápidos, sendo que o acesso a tarifas diferenciadas não se restringe às gerações mais jovens.

Durante o ano, a Rede Expressos continuou também a investir nos sistemas de informação ao passageiro em terminais como Sete Rios, Fátima e Coimbra, bem como no desenvolvimento de um sistema de tarifário dinâmico, na simplificação dos reembolsos e na implementação de novas condições comerciais.

Para 2026, a empresa pretende alargar a sua cobertura territorial, reforçar as ligações à rede, incluindo aos aeroportos, introduzir veículos eléctricos, rever o seu sistema de fidelização e expandir os serviços de expedição e localização de encomendas.

Para o diretor-geral da Rede Expressos, Nelson Silva, os resultados de 2025 reflectem "a adaptação da oferta à procura e o investimento contínuo na qualidade do serviço", sublinhando que a empresa pretende continuar a responder às necessidades de mobilidade em Portugal no próximo ano.