Enquanto responsável municipal da Proteção Civil, Jorge Almeida disse à Lusa que o caudal do rio Águeda aumentou durante a noite, o que, antes das obras realizadas, terá provocado inundações na zona baixa da cidade de Águeda, no distrito de Aveiro.

"O que aconteceu esta manhã era consistente com inundações na zona baixa de Águeda porque o caudal do rio aumentou consideravelmente, mas o sistema de drenagem que montámos funcionou na perfeição e está tudo calmo e seco na margem direita", afirmou.

Consequências da tempestade

Relativamente às consequências da tempestade no concelho, o autarca confirmou que o rio Águeda transbordou, atravessando a margem esquerda e provocando "as habituais inundações rurais" e o encerramento de algumas estradas.

"Algumas estradas rurais, as ruas do campo, estão fechadas devido a inundações, mas esta é uma situação normal, tanto nas margens do rio Vouga como do rio Águeda, quando o nível das águas aumenta", disse.

O presidente da Câmara Municipal de Águeda informou ainda que ocorreu um deslizamento de terras, que já foi resolvido pelos serviços municipais de Proteção Civil, a par de pequenos incidentes.

"Houve um pequeno deslizamento de terras na estrada que liga Águeda a Aveiro, em Travassô, onde ruiu um talude, mas os nossos serviços já o resolveram", informou.

Intervenção de controlo de cheias

Em novembro de 2023, a Câmara Municipal avançou com a segunda fase de intervenções estruturais de controlo de cheias, orientadas pelo Plano Geral de Drenagem da Cidade de Águeda (PGDCA) e que visam melhorar o desempenho hidráulico do sistema de drenagem.

Esta fase repetiu o modelo implementado no centro da cidade, sendo efectuada a poente da EN1 e incluindo a construção ou alteamento de muros ao longo da Rua 5 de outubro e do Cais dos Judeus. Incluiu ainda a construção da estação elevatória em Paredes e a criação de válvulas de retenção e bombas "para forçar a água para o rio", num investimento total de cinco milhões de euros.