"Todo o Governo está mobilizado para que possamos apresentar ao país o nosso PTRR, Portugal Recuperação e Resiliência, e para que possamos ter também todos os departamentos do Estado e a sociedade civil mobilizados, de acordo com um princípio que é também o de termos uma economia mais produtiva, mais competitiva, uma maior capacidade de criação de riqueza, porque um país, para sustentar todos estes projectos, tem de criar riqueza", disse.
O primeiro-ministro, que falava aos jornalistas durante uma visita a Alcácer do Sal, concelho do distrito de Setúbal que tem sido fortemente afetado pela subida das águas do rio Sado, que atingiram cerca de dois metros de altura nas zonas baixas da cidade, destacou ainda outros programas que estão a ser desenhados pelo executivo no âmbito de uma estratégia de longo prazo.
"O programa Água que Une está desenhado para 25 anos, precisamente para gerir todos os cursos de água, o armazenamento e a possibilidade de utilização, quer para consumo doméstico, quer para as nossas actividades económicas, deste recurso essencial, sobretudo nas zonas onde é mais necessário e onde há períodos de seca", disse Luís Montenegro.
"Essa é uma das componentes. A outra é o nosso plano para a floresta, que é também um plano a 25 anos e que agora também temos de acelerar, porque a gestão da floresta também tem muito a ver com a resiliência dos nossos solos, dos nossos cursos de água, com a nossa capacidade de gestão e até com a sustentabilidade", acrescentou.
Luís Montenegro sublinhou ainda que, a par destas intervenções, o Governo pretende também melhorar a capacidade de resposta de outras áreas fundamentais.
A isso vamos juntar as infraestruturas críticas, a rede de abastecimento de eletricidade, a rede de comunicações e telecomunicações, o abastecimento de água, o saneamento, todos aqueles que são serviços essenciais", sublinhou.
"Temos um programa chamado ProRio, que já está a decorrer. Já estamos a fazer obras, muitas vezes de pequena dimensão, para a gestão dos cursos de água, para a limpeza dos cursos de água, para a construção de pequenas barragens, de pequenas albufeiras, quer para uso agrícola, quer para proteção ambiental", sublinhou.
Questionado sobre os prejuízos causados pelo mau tempo, Luís Montenegro disse que a última estimativa, feita há cerca de 48 horas, "já ultrapassou os 4,6 mil milhões de euros".
Durante a sua visita a Alcácer do Sal, Luís Montenegro alertou ainda para a intensa precipitação prevista para as próximas horas, que poderá afetar sobretudo as bacias hidrográficas do Tejo e do Sado, e apelou à máxima vigilância nestas duas regiões, bem como em todas as outras regiões do país.






