"Este ano vamos começar a desenvolver o projeto de estabilização, arranjo e recuperação de toda a zona da praia de Moledo. A intervenção será posterior", afirmou o responsável governamental.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da visita que efectuou esta manhã às zonas mais afectadas pelo mau tempo em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, João Manuel Esteves disse que ficou "estabelecido que a Câmara Municipal e a Agência Portuguesa do Ambiente(APA) vão identificar as obras prioritárias e urgentes".

"Terão de encontrar soluções e orçamentos para que possam ser apoiadas, o que se espera que aconteça no âmbito de protocolos a estabelecer entre os municípios e o Ministério do Ambiente", disse.

Questionado sobre a comparticipação do Governo nas obras de estabilização do paredão da praia de Moledo, levadas a cabo pela autarquia, o secretário do Ambiente disse que a Câmara Municipal e a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) estão a "avaliar os danos, no quadro dos apoios que [o Governo] está a negociar com os municípios".

A Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, afirmou que "foi assumido o compromisso de identificar as obras prioritárias que o município está a realizar de imediato para estabilizar toda a zona costeira e ribeirinha".

A autarca acrescentou que este levantamento vai ser apresentado ao Governo "para garantir algum apoio".

"É fundamental porque são obras com custos muito elevados, devido à destruição provocada pela agitação marítima e pela subida do nível das águas do rio Coura. Precisamos de algum apoio para realizar estas intervenções", disse Liliana Silva, acrescentando que ainda não está estimado o valor total dos prejuízos causados pelas intempéries.

No dia 7 de fevereiro, a autarquia encerrou o paredão devido ao "colapso de partes do passadiço", uma vez que "a ação do mar provocou a erosão da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado", descreveu a autarquia nas redes sociais.

"Dado o risco iminente de novas quedas de blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de veículos e pessoas nas zonas do paredão", informou na altura a autarquia, especificando que o "extremo norte" foi o mais afetado pela forte agitação marítima, "com a deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção".