Embora Bruxelas confirme que não existe uma escassez imediata de reservas, a prioridade é evitar picos de preços e manter a segurança energética colectiva.
O plano parte do princípio de que pequenas mudanças de comportamento, quando amplamente adoptadas, podem proporcionar uma estabilidade económica essencial às famílias e às empresas.
Melhorar a eficiência dos transportes
Para resolver este problema, a Comissão propõe soluções práticas e rapidamente exequíveis para melhorar a eficiência dos transportes. Uma recomendação fundamental é a redução dos limites de velocidade em 10 km/h, diminuindo assim imediatamente o consumo de combustível e reforçando a segurança rodoviária.
Recomenda-se igualmente a expansão do teletrabalho, com base na experiência da pandemia, para reduzir as deslocações pendulares e o consumo de combustível sem exigir novos investimentos. Bruxelas incentiva a substituição dos voos de curta distância por comboios de alta velocidade, destacando os comboios como uma alternativa competitiva, conveniente e com menor consumo de energia.
Recomendações preventivas
Embora estas recomendações sejam preventivas e voluntárias, a sua eficácia depende de uma ação imediata e coordenada dos governos e dos líderes da indústria. São necessárias medidas decisivas para garantir o futuro energético da Europa. Qualquer atraso prejudicará a resiliência e a estabilidade.
As empresas de logística e as companhias aéreas devem otimizar as rotas, enquanto os governos devem adaptar estas políticas às circunstâncias nacionais.
Ação imediata
A ação imediata é essencial para reforçar a resiliência da Europa face aos choques no aprovisionamento e para cumprir os objectivos climáticos, demonstrando que a poupança de energia é simultaneamente um imperativo de segurança e um passo em direção à sustentabilidade.
No entanto, o anúncio enfrenta desafios, uma vez que alguns observam que o impacto das medidas será desigual. As regiões com infra-estruturas ferroviárias limitadas ou com grande dependência do automóvel particular poderão ter mais dificuldades em adotar as medidas.
A Comissão reconhece que a aceitação do público será variável e sublinha que o êxito depende de uma comunicação clara sobre os benefícios colectivos destas medidas.
Bruxelas defende que a unidade é essencial para atenuar a volatilidade do mercado e proteger o poder de compra dos europeus num contexto global incerto.








