A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) estima que os trabalhos estejam concluídos antes do início da época balnear.

Reforço do areal no troço da orla costeira

As obras em causa vão reforçar o areal no troço costeiro do concelho de Loulé e são classificadas pela APA como "uma das intervenções mais relevantes no litoral algarvio", com o objetivo de "travar o recuo da linha de costa e garantir a sustentabilidade deste território".

"A intervenção de alimentação artificial de praias entre Quarteira e Garrão, uma iniciativa da APA, com o apoio do Sustentável 2030, Portugal 2030 e União Europeia, entra numa nova fase operacional com o avanço dos trabalhos no terreno, de acordo com o cronograma agora definido. A intervenção deverá estar concluída antes do início da época balnear", informou a agência em comunicado.

Atenuar os efeitos da erosão

A APA sublinhou que esta empreitada está a ser realizada "no âmbito da gestão integrada da zona costeira" e tem como "principal objetivo mitigar os efeitos da erosão, reforçar a resiliência da linha de costa algarvia e garantir melhores condições de segurança e usufruto dos residentes e visitantes" nas praias.

As obras vão nutrir artificialmente com areia cerca de 6,7 quilómetros de costa, movimentando aproximadamente 1,4 milhões de metros cúbicos, especificou a APA, sublinhando que se conseguirá "um alargamento médio do areal de cerca de 37 metros".

Instalação de um oleoduto

Os trabalhos começaram com a instalação de uma conduta no mar, entre 2 e 3 de abril, que antecedeu o início da alimentação das praias no dia seguinte.

O cronograma detalha que, entre 10 e 11 de abril, a alimentação foi efectuada num troço correspondente ao Trafal, entre sexta-feira, 10 de abril, e quarta-feira, 15 de abril, será a vez de Vale do Lobo, e entre quinta-feira e 21 de abril, a de Garrão. Nos dias 22 e 23 de abril, os trabalhos incidirão no segmento final, em direção a Quarteira.

Períodos de conclusão

A intervenção será concluída em mais dois períodos, de 23 a 29 de abril, para executar o troço correspondente a Forte Novo), e de 30 de abril a 6 de maio, para Quarteira, acrescentou a APA.

"Este faseamento permite uma execução progressiva e controlada da alimentação artificial, em estreita articulação com o Património Cultural, I.P., minimizando os impactos locais e garantindo a eficácia da deposição sedimentar ao longo de toda a frente costeira intervencionada", assegurou.

A Agência Portuguesa do Ambiente salientou que esta ação se insere "numa estratégia mais ampla de proteção da costa, num contexto de crescente pressão sobre o litoral".

Trata-se de uma "intervenção estratégica para o Algarve", que contribuirá para a "estabilidade das praias" e para a "preservação dos sistemas naturais associados" ao território, concluiu.