Dados fornecidos à agência Lusa pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge(INSA) indicam que, nos primeiros três meses de 2026, foram rastreados mais 1031 bebés do que no mesmo período de 2025 (20.782) e mais 821 do que no primeiro trimestre de 2016.

Mês com mais nascimentos

janeiro foi o mês com maior número de nascimentos (7.908), seguido de março (7.312) e, por último, fevereiro (6.593), segundo dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), que abrange a quase totalidade dos nascimentos no país.

Nascimentos por localidade

Neste primeiro trimestre, Lisboa foi o distrito com mais testes efectuados (6.594), seguido do Porto (3.903), Setúbal (1.797), Braga (1.633), Faro (1.105) e Aveiro (978).

O menor número de exames foi registado no distrito de Bragança (137), seguido de Portalegre (139), Vila Real (203), Beja (278), Évora (281), Castelo Branco (297) e Viana do Castelo (394).

Tendência de subida das taxas de natalidade

Os números divulgados reforçam a tendência de subida verificada em 2025, ano em que foram rastreados 87.708 bebés, o valor mais elevado dos últimos 10 anos.

O teste do pezinho é realizado através de análises ao sangue, a partir do 3.º dia de vida e, se possível, até ao 6.º, através da colheita de uma ou duas gotas de sangue do calcanhar do bebé.

Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de um tratamento precoce.