Ivo Fernandes, da Associação Portuguesa de Transportadores em Veículos Descaracterizados (APTAD), e Victor Soares, da Associação Movimento Nacional - TVDE(ANM-TVDE), explicaram à Lusa que o protesto surge numa altura em que operadores e motoristas "alinharam num conjunto de reivindicações, embora ainda haja algumas divergências".
Neste momento, dizem, estão alinhados em três pontos fundamentais: defender o aumento das tarifas pelas plataformas, opor-se à intenção de permitir que os táxis operem serviços de TVDE na revisão da Lei 45/2018 e chamar a atenção do Governo para a necessidade de apoio aos combustíveis.
Segundo Ivo Fernandes, as tarifas "continuam a descer de forma constante" e, sendo um ponto sobre o qual o sector tem vindo a fazer reivindicações "ao longo dos anos", considerou-o "completamente insuportável", uma vez que "já está abaixo do preço de custo" e o "nível de vida continua a subir".
Por outro lado, temos atualmente propostas de revisão da lei que estão na Comissão de Infra-estruturas, Mobilidade e Habitação, em discussão, e a proposta do PSD considera a entrada dos táxis no TVDE. Algo que a própria Autoridade da Mobilidade e dos Transportes já se manifestou contra, as associações de TVDE também estão contra e, portanto, é algo que não faz sentido e que também merece o nosso protesto", disse.
Victor Fernandes lembrou ainda o facto de "os constrangimentos e as guerras internacionais que existem" nos últimos meses terem levado ao aumento do preço dos combustíveis e a questão de "o Governo não ter decretado qualquer tipo de apoio ao sector dos TVDE".
Neste ponto, Ivo Fernandes lembrou que o Governo demonstrou "solidariedade primeiro com os transportes públicos, depois [com] as empresas de transportes e mercadorias, mas deixou de fora o sector dos TVDE".
"Não percebemos porque é que o sector dos TVDE fica de fora deste apoio, quando mais de metade da frota dos TVDE ainda precisa de combustível para trabalhar", disse.
Victor Fernandes, por sua vez, mostrou-se confiante de que "mais de mil motoristas vão parar" no dia 29 de abril e apoiar a luta.
Para os que não podem ir a Lisboa, ao ponto de encontro no Campo Pequeno, às 10 horas, Ivo Fernandes lembrou que podem sempre parar o serviço onde quer que estejam, em qualquer ponto do país.








