O primeiro-ministro manifestou insatisfação com o desempenho dos serviços de controlo de fronteiras devido às longas filas de espera nos aeroportos e disse que, se a situação se mantiver, pondera suspender a recolha de dados biométricos.

"Não escondo que estamos [o Governo] insatisfeitos com a resposta dada pelos serviços de fronteira nos aeroportos, em particular, no de Lisboa. Vamos levar este esforço até ao fim, até aos limites, para que possamos ultrapassar a situação", afirmou Luís Montenegro.

"Não queremos pôr em causa a segurança do país, mas também não queremos pôr em causa a atividade económica do país", sublinhou o responsável, que disse ter recebido relatos de "vários agentes económicos incomodados com esta situação".

Atrasos nos aeroportos

O controlo de fronteiras no aeroporto do Porto registou tempos de espera superiores a duas horas, admitiu a PSP, desmentindo, no entanto, relatos de esperas de seis horas.

A PSP adiantou que o tempo máximo de espera no domingo, 17 de maio, "com picos de espera entre as 9h00 e as 12h00, nunca ultrapassou os 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto".

Em comunicado divulgado, a PSP justifica os atrasos com questões técnicas e informáticas e com "um elevado número de passageiros provenientes de fora do Espaço Schengen".

Os três aeroportos processaram cerca de 69 mil passageiros em voos provenientes de fora do Espaço Schengen, refere a polícia.

Reforço de recursos humanos

Luís Montenegro garantiu que o Governo está a "fazer um grande investimento do ponto de vista do reforço dos recursos humanos".

"Neste momento, cerca de 300 pessoas estão a tirar um curso da PSP, especificamente para funções relacionadas com o controlo de fronteiras. Estamos a fazer um investimento tecnológico significativo. Estamos a cumprir todas as regras e obrigações no âmbito dos nossos compromissos no espaço Schengen", sublinhou.

Segundo o Primeiro-Ministro, o Governo "está a centralizar, ou a fazer esse caminho, no que diz respeito aos mecanismos de manutenção e, portanto, de agilidade do ponto de vista da assistência aos equipamentos que temos".

"Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para termos uma maior capacidade de resposta", salientou.