O Conselho do BCE «decidiu hoje [11 de junho] aumentar as três taxas de juro de referência do BCE em 25 pontos base», uma vez que «a guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas e a decisão de aumentar as taxas de juro parece sólida face a uma série de cenários, que traçam a forma como o choque poderá evoluir e afetar as perspetivas a médio prazo para a área do euro», , reza a decisão publicada hoje.
O último aumento das taxas de juro de referência ocorreu em 2023, tendo-se seguido um período de pausa até junho de 2024, altura em que o BCE começou a reduzir as taxas de juro. Desde julho de 2025, o banco central tem mantido as taxas de juro inalteradas, mas está agora a aumentá-las em 25 pontos base.
Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade de cedência marginal serão aumentadas para 2,25%, 2,40% e 2,65%, respetivamente, com efeitos a partir de 17 de junho de 2026.
O Conselho do BCE considera que «continua bem posicionado para lidar com a incerteza causada pela guerra», assegurando também que acompanhará de perto a situação e seguirá «uma abordagem dependente dos dados e reunião a reunião na definição da orientação adequada da política monetária».
As previsões, elaboradas por peritos do Eurosistema, foram igualmente atualizadas, indicando que a inflação global atingirá uma média de 3% em 2026, 2,3% em 2027 e 2,0% em 2028 na área do euro.
O crescimento económico foi revisto em baixa para 0,8% em 2026, 1,2% em 2027 e 1,5% em 2028, «refletindo um impacto mais pronunciado da guerra nos mercados de matérias-primas, nos rendimentos reais e na confiança».







