“Qualquer perspectiva que possa consagrar um desrespeito por esse princípio [da política de coesão] terá nossa oposição firme e bem fundamentada. Não estamos aqui reclamando ou implorando por nada, estamos aqui sendo parte ativa de um processo de afirmação do bloco”, disse Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à margem da cimeira informal de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Chipre, onde o próximo orçamento comunitário, para o período entre 2028 e 2034,
foi discutido esta manhã.O primeiro-ministro disse que, durante a cimeira, alertou os outros líderes para não “negligenciarem a política de coesão” ou “interromperem um caminho de convergência” perseguido por países como Portugal que beneficiam dos fundos de coesão.
Montenegro salientou que Portugal tem hoje um crescimento económico “que excede a média da UE e da zona euro”, tem um “desempenho financeiro que está entre os cinco principais” Estados-membros e uma “trajetória absolutamente notável de redução da dívida pública”.
“Portanto, não há razão para que não tenhamos os recursos que, em termos de coesão, garantam uma Europa para as pessoas, olhando para o território e a dimensão social do trabalho da UE, mas acima de tudo olhando para o que significa igualdade de oportunidades dentro do mercado único”, disse.







