Assim, a empresa efectuará um investimento total de 500 milhões de euros em Portugal até 2035, com planos para atingir 200 supermercados até 2030 e 250 até 2035.

Nos últimos cinco anos, a cadeia de supermercados Aldi duplicou o número de lojas em Portugal, num investimento de 100 milhões de euros, acompanhado pela duplicação do número de trabalhadores, que atualmente são 2.500.

Inicialmente, a loja marcou presença no Algarve, em 2006, e a partir de 2021 expandiu-se para outros territórios nacionais, nomeadamente as regiões Centro e Norte.

Burocracia e qualidade de construção

Em entrevista ao jornal Expresso, João Braz Teixeira revelou ainda que os processos de licenciamento em Portugal estão entre os obstáculos ao investimento.

De acordo com o gestor, um supermercado pode ser construído em seis meses, mas os processos burocráticos podem demorar até cinco anos, uma vez que é necessária a aprovação de várias entidades.

Ainda assim, João Braz Teixeira acredita que, apesar das dificuldades, Portugal mantém elevados padrões de qualidade de construção, quando comparado com outros países europeus onde o grupo de supermercados Aldi opera.

Mudanças logísticas

Para potenciar a expansão da rede, a empresa investiu numa plataforma logística na Moita que serve as lojas das regiões Sul e Centro de Portugal. Para a região Norte, foi aberto um centro de distribuição provisório em Valongo, que servirá a empresa até à abertura da plataforma logística de Santo Tirso, prevista para 2030.

Novo modelo de loja

Devido à sua expansão para zonas mais densas, o Aldi desenvolveu o conceito de "cidade urbana", com supermercados de menor dimensão, até 600 m2.

O modelo já foi testado em sete lojas em Lisboa, estando prevista a abertura de mais 13 lojas com este conceito nos próximos anos.

Os supermercados Aldi estão presentes em 17 dos 18 distritos de Portugal Continental, estando prevista a entrada no distrito de Bragança em 2027.