Pedro Duarte, que também é prefeito do Porto, estava respondendo às perguntas dos deputados municipais e lembrou que a medida de isentar caminhões de pedágios na CREP/A41 em horários específicos para aliviar o tráfego na VCI não seria eficaz isoladamente, exigindo medidas complementares.
Em 10 de dezembro, à margem de uma reunião do executivo da Câmara Municipal do Porto, o prefeito explicou que um grupo de trabalho do Conselho Metropolitano do Porto estava estudando a possibilidade de cobrar pedágios para veículos pesados ou proibir sua passagem na VCI (Via de Cintura Interna) para complementar a isenção de pedágio na CREP (Central de Rodovia Emanuele de Porto — Circular Externa do Porto).
“Essencialmente, há duas possibilidades em cima da mesa [para a VCI]: uma é a instalação de pórticos e a outra é a proibição da passagem de veículos pesados [na VCI]. É um problema técnico e estamos vendo o que é mais eficaz e o que tem menos custos. Será entre essas duas opções”, anunciou ele aos jornalistas na época.
Em 24 de novembro, o Ministro da Infraestrutura e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou na sede da Área Metropolitana do Porto que, “a partir de 1º de março, os veículos pesados não pagarão mais pedágios no anel viário externo do Porto [CREP, rodovia A41] durante dois períodos de tempo”, especificamente entre 7h e 10h e entre 16h e 19h, para aliviar o tráfego na VCI (Via de Cintura Interna) Anel viário interno).
Pinto Luz descreveu o tráfego na VCI como “o maior problema de trânsito” do país, com “nada comparável a qualquer outra estrada na Área Metropolitana de Lisboa ou em qualquer outra região do país”.
Dois dias após o anúncio feito pelo ministro Miguel Pinto Luz, o Parlamento aprovou uma proposta do Partido Socialista (PS) para alterar o Orçamento do Estado de 2026 para isentar veículos pesados de portagens no CREP ao longo do dia.







