Numa revisão do ano passado em termos ambientais, Maria da Graça Carvalho destacou a criação da nova Área Marinha Protegida (MPA) e disse que, uma vez implementada, juntamente com outras, nomeadamente a rede de áreas protegidas nos Açores, aproximará Portugal de atingir a meta das Nações Unidas de 30% do oceano protegido até 2030.

Quando questionado sobre o próximo MPA a ser criado, o ministro disse que nenhuma decisão havia sido tomada, mas observou que muitas áreas marinhas deveriam ser protegidas.

Sobre o debate desta semana no parlamento açoriano sobre uma proposta do Partido Socialista para permitir a pesca de atum em áreas protegidas, a Ministra disse esperar que o PS mude de ideia e observou que o partido exigiu compromissos dos pescadores, que foram aprovados, e depois levantou exigências adicionais.

Maria da Graça Carvalho observou que a criação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA) foi amplamente elogiada e que essa sugestão “mancha” o que havia sido alcançado.

Na sua avaliação à Agência Lusa sobre o ano passado e as projeções para este ano na área da água, a ministra disse que o governo está a estudar a ligação entre a barragem de Santa Clara, no sudoeste do Alentejo, e o Algarve.

O ministro disse que também é necessário “olhar para outras regiões”, notando que a zona dos rios Mira e Sado é uma das mais preocupantes e considerando que a construção de uma central de dessalinização em Sines não é suficiente, admitindo que outra poderia ser útil para a área agrícola, uma vez que a que já está prevista é industrial.

Maria da Graça Carvalho disse que o Ministério também está conduzindo uma pesquisa sobre o status das estações de tratamento de águas residuais (ETAR), conforme exigido pela legislação europeia, e alertou que muitas precisam ser melhoradas ou substituídas.

“Estamos em violação em alguns casos, e estamos analisando o que pode ser melhorado ou refeito”, disse ela, explicando que há apenas um caso nos tribunais (europeus), que diz respeito à ETAR na freguesia de Pereira do Campo.

Sobre a designação de 61 áreas especiais de conservação (SCA), Maria da Graça Carvalho disse que 47 foram aprovadas e que as restantes estão “praticamente todas acordadas”, restando apenas Moura. Ela quer que o processo seja concluído até março.