Foi no dia 25 de abril de 1974 que os militares procederam à pacífica Revolução dos Cravos que encheu as ruas de Lisboa de flores vermelhas e os cidadãos festejavam o fim do regime fascista em que Portugal vivia.
O início da revolução
Portugal enfrentava uma guerra nas colónias africanas e o regime não queria dar a independência. Muitos jovens morriam em África, nomeadamente em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Portugal não só enfrentava pressões internacionais para acabar com a guerra, como também os militares estavam descontentes com o que se estava a passar.
O povo começava também a tomar consciência de outras realidades políticas, para além de o país controlar, através da PIDE, a polícia política do regime, todos os conteúdos culturais que chegavam a Portugal. As ideias de esquerda, sobretudo comunistas, estavam a atingir os jovens nas universidades, por exemplo.
A falta de liberdade incomodava a maioria dos portugueses e, a 24 de abril, os militares iniciaram a revolução que culminou no 25 de abril de 1974.
Entre as várias pessoas que fizeram a revolução acontecer, Portugal ainda hoje recorda com orgulho os militares Salgueiro Maia e Celeste Caeiro, a senhora que deu o cravo aos militares e que, por acaso, deu o nome à Revolução.
O 25 de abril atual
Atualmente, os portugueses continuam a celebrar este dia, acreditando que os valores do 25 de abril devem permanecer. As pessoas que saem à rua podem assistir a uma variedade de eventos em todas as cidades do país, seja através de manifestações, música ou outros eventos culturais.
No dia 25 de abril, as pessoas saem à rua e uma das frases mais gritadas é "25 de abril sempre, fascismo nunca mais!" (Sempre 25 de abril, fascismo nunca mais!".)




