De acordo com a fundação, o apoio aos projetos, no valor de 1,5 milhão de euros, visa fortalecer a segurança financeira e melhorar as taxas de emprego e a qualidade de mais de mil jovens de 16 a 34 anos residentes nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, no Algarve e na Região Autónoma dos Açores, que não estudam nem trabalham, ou têm empregos precários, pouco qualificados ou de baixa renda.
A iniciativa inclui o apoio próximo de especialistas em desemprego juvenil e inovação social (ISCTE e MAZE IMPACT), com o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso das intervenções, e inclui uma parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para a posterior generalização e ampla divulgação de alguns dos projetos.
“O protocolo assinado [na segunda-feira] prevê que, desses 14 projetos, o IEFP apoie a expansão nacional daqueles que se revelem os mais eficientes e eficazes”, explicou o responsável pela iniciativa Gulbenkian Empregar, Pedro Cunha, em declarações à Lusa.
Os 14 projetos, apresentados por consórcios de pessoas jurídicas públicas ou privadas, têm duração de 12 a 18 meses e se destacam pela adoção de intervenções personalizadas, mentoria, aprendizagem dual e criação de redes locais de empregabilidade, além de estratégias de monitoramento e continuidade.
Em 2024, 11% dos jovens de 15 a 29 anos residentes na União Europeia não estavam trabalhando, estudando nem frequentando nenhum treinamento (um grupo designado pela sigla NEET — Not in Education, Employment, or Training).
Em Portugal, a taxa de jovens NEET está abaixo da média europeia em 8,7%, com as taxas mais altas entre grupos de origens socioeconômicas mais desfavorecidas. Enquanto isso, entre os jovens empregados (18 a 24 anos), mais da metade tem contratos temporários
.De acordo com o responsável pela iniciativa Gulbenkian Empregar, a fundação apoiou cerca de 40 projetos na última década para promover a qualificação e a empregabilidade de jovens que enfrentam maior vulnerabilidade.








