Para a Dr.ª Catarina Monteiro, médica dentista e atual Diretora Clínica das unidades dentárias do Grupo HPA Saúde em Vilamoura e Alvor, a saúde oral é literalmente a porta de entrada para a saúde sistémica do organismo. Com uma carreira profundamente ligada à área cirúrgica e hospitalar, o especialista defende uma visão integradora partilhada pelo Grupo HPA Saúde: "Temos de integrar sempre a boca como parte integrante do corpo, não podemos dividir as áreas. O nosso objetivo é proporcionar aos nossos pacientes uma melhoria na sua qualidade de vida."

A Evolução da Medicina Dentária: Da estética à função

Embora Portugal tenha registado melhorias na informação disponível sobre Saúde Oral, a Dra. Catarina Monteiro alerta que ainda há um longo caminho a percorrer na democratização dos tratamentos avançados. A ciência está a evoluir muito rapidamente e no Grupo HPA Saúde seguimos protocolos clínicos avançados que reflectem essa evolução", explica, referindo que em muitos casos o sistema de saúde em geral ainda dá prioridade às próteses removíveis em detrimento da implantologia na definição das opções de tratamento.

Devemos encarar a reabilitação oral implanto-suportada não como um luxo, mas como a forma mais adequada e eficaz de restaurar a função quando falta um dente, permitindo aos pacientes recuperar a função oral e a autoestima.

Medicina Integrativa: A boca como espelho do corpo

Um dos pilares estratégicos do modelo hospitalar do Grupo HPA Saúde é romper com o tradicional isolamento da medicina dentária em relação às outras especialidades médicas. Esta abordagem integrativa é particularmente evidente na gestão de condições complexas como a diabetes mellitus, doenças oncológicas, doenças cardiovasculares e doenças auto-imunes.

A Dr.ª Catarina Monteiro explica que os doentes com mau controlo glicémico podem, por vezes, ter um problema de saúde oral subjacente, uma vez que a inflamação grave das gengivas - periodontite - pode afetar diretamente a saúde dos doentes diabéticos. Por este motivo, a colaboração estreita entre médicos dentistas e endocrinologistas é essencial para garantir que a boca não se torna uma fonte de inflamação sistémica.

Esta coordenação multidisciplinar é ainda mais crítica nos cuidados oncológicos. De acordo com o especialista, um dos aspectos mais gratificantes da medicina dentária hospitalar é trabalhar em conjunto com outras equipas médicas para apoiar os doentes ao longo do seu percurso de tratamento. Os doentes diagnosticados com cancro são, por isso, aconselhados a fazer uma consulta de saúde oral e de reabilitação antes de iniciarem tratamentos como a quimioterapia ou a radioterapia.

Créditos: Imagem fornecida; Autor: HPA;

Este protocolo ajuda a garantir que não existem infecções orais activas que possam comprometer o sucesso do tratamento oncológico e prepara os doentes para potenciais efeitos secundários, como a xerostomia (boca seca). A Dr.ª Catarina Monteiro refere que, quando os doentes sentem desconforto ou dor oral, podem ter dificuldade em comer, o que pode tornar o seu organismo mais vulnerável, uma vez que ficam imunologicamente debilitados e potencialmente desnutridos.

As consultas de medicina dentária hospitalar podem também desempenhar um importante papel de diagnóstico, uma vez que, por vezes, durante a avaliação clínica são identificados sinais precoces de doenças auto-imunes ou de riscos cardiovasculares.

Para a Dr.ª Catarina Monteiro, os médicos dentistas têm a responsabilidade de encarar a boca como um órgão que funciona como parte de um sistema completo. Esta abordagem abrangente permite que, em unidades como as do Grupo HPA Saúde, os pacientes transitem entre diferentes especialidades médicas, favorecendo a partilha de conhecimentos e diagnósticos que, em última análise, conduzem a ganhos significativos em saúde. Como sublinha, o foco nunca deve estar num único dente, mas sempre no doente como um todo.

Prevenção e literacia: Capacitação do paciente

O sucesso clínico depende também de uma medicina que começa na prevenção.

A Dra. Catarina Monteiro sublinha que a sua maior satisfação é "sentar um doente e dizer-lhe que só precisa de consultas de higiene oral porque está tudo bem".

A mensagem central é que a capacitação através da prevenção é a chave para o bem-estar a longo prazo. Para que isso aconteça, é vital que as consultas de rotina e o rastreio sejam efectuados de seis em seis meses, evitando extracções precoces e reabilitações complexas.

A mensagem final é de capacitação: os doentes devem sair da consulta com toda a informação de que necessitam para tomar uma decisão informada. Não estamos a vender tratamentos, estamos a fornecer aos doentes as ferramentas e a informação para que possam tomar decisões informadas sobre a sua saúde oral e sobre o local onde pretendem ser tratados", conclui o especialista, reafirmando o compromisso ético e clínico partilhado pelo Grupo HPA Saúde com a saúde global de quem procura os seus cuidados.

As marcações de consultas e exames podem ser feitas através do site www.grupohpa.com, da aplicação myHPA Saúde, agora também disponível em inglês, ou através do telefone(+351) 282 420 400.