Em declarações à agência noticiosa EFE, divulgadas a 23 de abril, o CEO da Karex, Goh Miah Kiat, salientou que a empresa "tem vindo a ajustar os preços com a maioria dos clientes", com aumentos até 30% nos preservativos, lubrificantes íntimos, capas de sonda e cateteres.
O executivo considerou que a transferência de custos para o cliente é "inevitável devido à contínua instabilidade no fornecimento de matérias-primas, perturbações logísticas e aumento dos custos de produção".
Aumento dos preços das matérias-primas
O impacto deve-se principalmente ao recente aumento de 100% do preço do látex nitrílico derivado do petróleo, devido a perturbações no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do comércio mundial.
Acrescem ainda os custos do óleo de silicone e das embalagens de folha de alumínio, cujos preços aumentaram entre 20% e 30%, enquanto alguns dos materiais utilizados nos lubrificantes íntimos custam atualmente 120% mais do que antes da guerra.
Prazos de entrega mais longos
"Continuamos a enfrentar prazos de entrega mais longos por parte dos fornecedores, maior volatilidade dos preços e custos de transporte mais elevados", continuou, acrescentando que a empresa aumentou o armazenamento preventivo de matérias-primas para garantir a continuidade da produção.
Salientando que a continuação da guerra poderia conduzir a novos ajustamentos de preços, Goh Miah Kiat salientou que a decisão de repercutir os aumentos actuais ou futuros nos clientes dependerá dos clientes e retalhistas da Karex.
Atualmente, a Karex fabrica cerca de cinco mil milhões de preservativos por ano, o que equivale a 20% do total mundial, fornecendo marcas como a Durex ou a Trojan.







