Em reunião, o executivo aprovou uma proposta do Partido Socialista (PS) que prevê a elaboração deste estudo para "recolher e sistematizar dados sobre acidentes" associados a este meio de transporte e para "identificar boas práticas e formular recomendações para reforçar a segurança".

A proposta socialista surge na sequência da morte de uma mulher de 25 anos, no sábado, num acidente com uma trotinete eléctrica, e foi aprovada depois de a autarquia ter guardado um minuto de silêncio e prestado condolências à família da vítima.

"A proposta apresentada parece-me razoável e pertinente (...). De facto, é necessário um debate em torno da utilização dos modos suaves de transporte, que apresentam vantagens, mas a segurança dos cidadãos e dos utentes é prioritária", afirmou o presidente da Câmara do Porto.

Os benefícios do transporte fácil não devem pôr em causa a segurança de ninguém", afirmou Pedro Duarte.

O vereador eleito pelo Chega, Miguel Corte Real, também destacou o carácter "verdadeiramente impactante" da proposta: "Precisamos de estudar novas formas de mobilidade suave (...), mas deixamo-nos deslumbrar com o quão agradável seria se todos andássemos de trotinete", afirmou.

Miguel Corte Real sublinhou a necessidade de regulamentar a utilização das trotinetes eléctricas, argumentando que "onde não há regras nem planeamento, há sempre o caos". As principais recomendações do estudo podem incluir o estabelecimento de regras claras para a utilização das trotinetes, a definição de zonas específicas e a definição de normas de segurança.

Na sua proposta, o Partido Socialista (PS) sublinha que "a utilização de trotinetes eléctricas tem registado um crescimento significativo nos últimos anos (...). No entanto, a sua utilização não é isenta de riscos, estando associada a um número crescente de acidentes rodoviários, alguns com consequências graves para a vida e integridade física dos utilizadores e de terceiros".

Segundo o PS, "a verdadeira dimensão destes acidentes não é totalmente conhecida" e os dados disponíveis das forças de segurança são incompletos, pois apenas reflectem os incidentes em que estas entidades intervieram.

Mesmo assim, revelam um aumento acentuado do número de acidentes nos últimos anos, nomeadamente no distrito do Porto.

Os dados hospitalares também se revelam insuficientes, uma vez que muitas ocorrências não são especificamente classificadas como resultantes da utilização de trotinetes", lê-se.

Por isso, a autarquia quer identificar "boas práticas e formular recomendações para reforçar a segurança".

De acordo com a proposta aprovada, o estudo deverá envolver "instituições de ensino superior e centros de investigação que actuem nas áreas da mobilidade, engenharia, saúde pública e segurança rodoviária, forças de segurança, unidades do Serviço Nacional de Saúde e outras instituições de saúde, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e operadores de mobilidade partilhada presentes na cidade".