"(...) Em relação aos combustíveis, nomeadamente ao jet fuel, tudo indica que não será um problema para Portugal. Com os dados que temos hoje, o turismo [do estrangeiro] não será um problema por causa do efeito do jet fuel", declarou Castro Almeida, em Porto de Mós.
O ministro falava aos jornalistas após a apresentação da nova campanha promovida pelo Turismo de Portugal e destinada ao turismo interno, "Não procure mais longe. Encontre o seu país", criada na sequência dos impactos causados pelas intempéries do início do ano em várias regiões que enfrentam uma necessidade acrescida de revitalização económica.
Preço dos combustíveis
Questionado sobre a possibilidade de não haver falta de combustível para os aviões que transportam milhares de turistas para Portugal, mas o preço dos combustíveis pesar no bolso dos portugueses, face aos sucessivos aumentos, e se isso poderá ser um problema para o turismo interno, a que se dirige esta campanha, o Ministro respondeu que "as pessoas fazem as férias que podem pagar".
"O nosso apelo é apenas que, ao pensarem nos destinos de férias para aqueles que podem fazer férias, não se esqueçam do turismo interno e desta região em particular, para aqueles que podem fazer férias enquanto puderem, naturalmente", disse.
Antes, sublinhou que "houve um problema grave no centro do país, na Região de Leiria, nos territórios próximos de Leiria, e o país é muito solidário", e que essa é uma realidade que "as pessoas não devem esquecer".
"Ao fazer escolhas, apelamos ao país para que se lembre que é solidário e que esta região precisa mais do que outras", reiterou Castro Almeida.
O ministro reconheceu que o turismo "é também, neste momento, um instrumento concreto de recuperação" e, com o lançamento da campanha, "mais do que promover destinos", está a ser activada uma "resposta económica e social".
Crescimento moderado
O responsável adiantou que, este ano, o crescimento deste sector "tem sido mais moderado, reflectindo o contexto internacional e os efeitos do clima".
"Estamos a falar de um crescimento mais moderado, mas estamos a falar de um crescimento apesar de tudo", declarou, para sublinhar que "o turismo continua a demonstrar a sua solidez e capacidade de gerar valor".
Receitas do turismo
Neste sentido, observou que, segundo o Banco de Portugal, no primeiro trimestre deste ano, "as receitas turísticas ultrapassaram os 5,1 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 3,8% face ao mesmo período do ano anterior".
"Estes são números que confirmam que, mesmo num contexto mais exigente, o turismo continua a afirmar-se como um dos principais motores da economia portuguesa", considerou.
Não há demasiados turistas em Portugal
Por outro lado, Castro Almeida rejeitou a ideia de que o país tem demasiados turistas.
"Há quem diga que Portugal tem demasiados turistas. Mas essa perceção não corresponde à realidade do país como um todo. É verdade que em determinadas alturas do ano, em alguns locais específicos, há uma maior pressão. Mas isso não acontece durante todo o ano, nem em todo o território", observou, reconhecendo a necessidade de "distribuir melhor os fluxos, no espaço e no tempo, e de valorizar mais os territórios".
Por isso, "o turismo interno assume uma importância estratégica", pois "contribui para estabilizar a atividade ao longo do ano", apoia diretamente o tecido empresarial nacional e "garante que a riqueza gerada pelo turismo chega a todos os territórios".







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