A maior exposição
«É a maior exposição que o Museu do Caramulo já organizou, dedicada à paixão pela Fórmula 1 [F1]. Chama-se “Magic Formula”, porque toca realmente os corações quando falamos da Fórmula 1», afirmou Salvador Patrício Gouveia.
A exposição abre ao público no dia 18 de julho, às 10h00, e pode ser visitada até 18 de outubro no Museu do Caramulo, em Tondela, distrito de Viseu — inaugurado em 1959 —, cujo espaço dedicado aos automóveis foi agora adaptado.
«Tudo foi envolto em luz solar, com tudo pintado de preto, para permitir uma experiência imersiva» para o visitante, que também pode ver os carros com imagens de fundo de alguns pilotos, disse o diretor do museu.
«Trata-se de peças provenientes de museus, de colecionadores e da própria Lotus. Percorremos o mundo com uma logística de grande envergadura, apólices de seguro avultadas e um grande investimento para garantir esta coleção única de modelos», sublinhou.
A exposição «procura retratar pelo menos cinco décadas de F1 e pilotos, bem como outras fórmulas, mas, acima de tudo, com carros da era dourada» desta categoria de topo do desporto motorizado.
Também em declarações à agência de notícias Lusa, o diretor do Museu do Caramulo destacou que esta exposição inclui cerca de 30 carros, numa «coleção absolutamente única em Portugal» acessível ao público.
Salvador Gouveia destacou «o Lotus 97T, com o qual o piloto brasileiro Ayrton Senna (1960-1994) conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1, no Grande Prémio de Portugal de 1985», no Autódromo do Estoril, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.
«É um carro muito significativo, não só na história da F1, mas também em Portugal», sublinhou Salvador Patrício Gouveia.
Também fazem parte da exposição
Também fazem parte da exposição o Lotus 100T de Nelson Piquet; o Williams FW14 de Nigel Mansell; o Williams FW16 de Ayrton Senna; o Benetton B196 e o Jordan 199 de Jean Alesi; o Sauber C18 de Heinz-Harald Frentzen e o Ferrari F2005 de Michael Schumacher.
A exposição inclui «carros que já se encontravam em Portugal, mas que nunca ninguém tinha visto porque fazem parte de coleções privadas» e, por isso, «é como uma apresentação oficial ao público, porque nunca foram vistos antes».
«Temos também uma coleção muito vasta de artefactos originais, tais como fatos, capacetes, troféus, luvas e muitas peças provenientes de fora do Brasil», detalhou.
História da F1 em Portugal
A exposição integra «a história da F1 em Portugal e de Portugal na F1», aquele desporto motorizado que teve início em 1950 e que contou com a participação e o destaque de pilotos portugueses, acrescentou.
«Nicha Cabral, o primeiro piloto de F1 em Portugal, na década de 1960, e também Pedro Matos Chaves, Pedro Lamy e Tiago Monteiro, que estão aqui representados com carros e outras peças alusivas às suas carreiras», sublinhou.
Entre os carros dos pilotos portugueses, destacou o Lotus 107B de Pedro Lamy e o Jordan EJ15 com o qual Tiago Monteiro conquistou o terceiro lugar no Grande Prémio dos Estados Unidos de 2005.
Razões logísticas
Por razões logísticas, os carros não se encontram todos concentrados no Museu do Caramulo, estando uma boa parte deles localizada no Centro de Experiências do Caramulo, a cerca de um quilómetro e meio de distância, que pode ser visitado com o mesmo bilhete da exposição no Museu.
Neste espaço, para além da maioria dos carros de F1 em exposição, «alguns, da coleção do Museu do Caramulo», será também possível «viver experiências» em espaços interativos.
«Teremos simuladores, alguns quiosques interativos com desafios para as pessoas responderem. Basicamente, trata-se de um teste para ver se poderiam ser pilotos de F1 e de outro [inquérito] sobre a cultura da F1», indicou.
Em outubro, antecipou Salvador Patrício Gouveia, «um carro de F1 estará na rua com o piloto, um campeão mundial que subirá a rampa» do Caramulo nesse carro.









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