Segundo o ministro, o executivo definiu os princípios básicos da estratégia nacional para matérias-primas críticas e mineração há cerca de um ano e agora está trabalhando em sua implementação, razão pela qual o concurso ainda não foi lançado.
“Prometemos seguir a estratégia com base nesses princípios. É nisso que estamos trabalhando e é por isso que ainda não o lançamos.”
Maria da Graça Carvalho disse à Lusa que um aspecto central do processo é o envolvimento das comunidades locais.
O ministro ressaltou que o desafio é garantir que os projetos sejam bem aceitos nos territórios onde são desenvolvidos, criando não apenas riqueza em nível nacional, mas também benefícios diretos para as regiões e comunidades locais.
“Um projeto só faz sentido hoje se beneficiar a população local, se beneficiar o país, se criar riqueza, se criar empregos e se tiver impactos ambientais aceitáveis”, disse, enfatizando o papel das entidades de Avaliação de Impacto Ambiental (EIA), como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O ministro também mencionou que existem boas práticas em outros países, incluindo modelos de partilha de benefícios e compensação local, que o governo está analisando, bem como exemplos nacionais, particularmente no Alentejo.
Quando perguntada se a licitação, que está em andamento há anos, poderia prosseguir em 2026, a ministra respondeu que “pode ser este ano”, indicando que esperava que a estratégia e os processos associados fossem concluídos rapidamente.
Maria da Graça Carvalho salientou ainda que o desenvolvimento da mineração de lítio deve estar ligado à criação de valor acrescentado em Portugal, incluindo unidades industriais que utilizem a matéria-prima, para evitar uma abordagem puramente orientada para a exportação.
“Eu realmente quero que as populações onde os projetos são desenvolvidos se sintam bem com o projeto que têm lá”, concluiu.






