A petição "Baixa com menos trânsito e melhor qualidade do ar", da Associação de Moradores e Amigos de Santa Maria Maior, com o apoio da associação ambientalista Zero, foi hoje entregue para assinalar o Dia Mundial dos Transportes Sustentáveis na Câmara Municipal de Lisboa(CML).
Em declarações à agência Lusa, Rita Prates, da Zero, disse que a petição, que aponta vários problemas naquela zona da cidade e propõe medidas, foi entregue à autarquia.
"Receberam a petição, destacando que a câmara deveria apresentar em breve algumas medidas relacionadas com a mobilidade. Também nos disseram que a prefeitura tem um canal aberto para que todos possam discutir essas questões", indicou.
"Prioridade"
Com esta petição, os munícipes e a Zero pretendem desafiar as instituições municipais a assumirem estes problemas "como prioridade no mandato para o qual foram recentemente eleitos, dando prioridade aos transportes públicos regulares e flexíveis e à mobilidade ativa, à redução do tráfego automóvel, à melhoria da qualidade do ar e à devolução do espaço público às populações".
"Esta petição surge no contexto de uma zona da Baixa de Lisboa que tem um tráfego excessivo. A Zero mediu a qualidade do ar em várias ruas da Baixa e verificámos que os valores estão muito acima dos da Organização Mundial de Saúde", indicou Rita Prates, salientando que o trânsito está a comprometer a saúde, a segurança e a qualidade de vida de quem vive, trabalha ou visita aquela zona.
De acordo com Rita Prates, a petição propõe medidas de boas práticas de mobilidade sustentável que vão devolver a qualidade de vida às pessoas.
Entre as medidas estão a restrição da circulação de veículos não eléctricos - uma zona de emissões zero (ZEZ) entre a Rua da Madalena, Largo José Saramago, Cais do Sodré, Chiado, Rossio e Praça da Figueira, com exceção dos residentes na freguesia de Santa Maria Maior, e veículos de emergência.
Limites de velocidade
"Propomos ainda a criação de faixas exclusivas para os transportes públicos e que esta seja uma zona onde o limite de velocidade não ultrapasse os 30 quilómetros por hora".
As medidas incluem ainda a priorização do estacionamento subterrâneo para os moradores da freguesia, a criação de zonas destinadas à paragem e recolha de passageiros por tuk-tuks e serviços de ride-hailing, evitar o congestionamento das ruas históricas e garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.
A requalificação dos passeios e a interligação da rede de ciclovias, o planeamento transparente e a participação ativa da comunidade são outras medidas pedidas na petição.
"Queremos que a Baixa seja um bom exemplo de uma cidade amiga das pessoas, uma cidade sustentável, inteligente e futurista, e um exemplo para o resto da cidade e para outras cidades portuguesas", afirmou.








