Num universo de 25 grandes hubs analisados pelo Índice de Descanso e Recarga (ARRI) da AirAdvisor, a capital portuguesa destaca-se por oferecer condições acima da média em termos de acessibilidade, funcionamento 24 horas por dia e uma variedade de opções de segurança dentro do terminal.
Uma escolha sólida
Com uma pontuação de 22,1, Lisboa afirma-se como uma escolha sólida para os milhões de passageiros que efectuam voos de ligação, especialmente no contexto do crescente número de rotas intercontinentais, onde a recuperação física entre voos é crucial.
O sucesso de Lisboa neste índice, liderado pelo Aeroporto Chopin de Varsóvia, deve-se ao investimento em infra-estruturas que vão para além do retalho e do catering.
De acordo com Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor, o acesso a chuveiros e a densidade dos lounges são factores diferenciadores fundamentais.
Espaços dedicados
Lisboa posicionou-se favoravelmente para garantir que os passageiros em trânsito, sujeitos a escalas nocturnas ou tardias, tenham espaços dedicados para "recarregar baterias". Esta capacidade de adaptação aos transportes aéreos modernos reforça a competitividade de Lisboa face a hubs maiores como Frankfurt e Amesterdão, que também fazem parte deste grupo de elite.
Aeroporto do Porto
Por outro lado, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, enfrenta desafios estruturais no que respeita ao conforto dos passageiros durante as escalas prolongadas.
O terminal norte encontra-se entre os cinco menos preparados da União Europeia, ocupando o último lugar, com apenas 15,1 pontos.
De acordo com o estudo, esta classificação não reflecte a qualidade global do serviço ou a satisfação habitual dos passageiros, mas centra-se exclusivamente na escassez de áreas de descanso específicas e no acesso limitado a chuveiros, que no Porto se restringem sobretudo às salas VIP.
Para os viajantes que se vêem confrontados com escalas nocturnas ou atrasos significativos, o aeroporto do Porto apresenta também limitações na densidade das infra-estruturas de apoio face ao volume de tráfego que movimenta.
Esta disparidade entre os dois principais aeroportos nacionais sublinha uma nova tendência no sector: as infra-estruturas de apoio como fator de competitividade. Enquanto Lisboa investe na funcionalidade para os passageiros em trânsito, o Porto demonstra uma margem de progressão necessária para responder à realidade das viagens modernas.
Para os passageiros portugueses ou em trânsito por Portugal, a AirAdvisor recorda que, em caso de atrasos prolongados, o Regulamento (CE) n.º 261 garante o direito à assistência e ao alojamento. Independentemente da qualidade do terminal, é aconselhável que os viajantes guardem os recibos das despesas e protejam os seus pertences nas zonas vigiadas, utilizando acessórios como tampões para os ouvidos e máscaras para os olhos, de forma a mitigar as falhas nas infra-estruturas dos aeroportos com menor classificação.







