“No momento, temos apenas duas linhas fechadas, em um troço em cada uma — a Linha do Oeste e a Linha da Beira Baixa”, afirmou Miguel Cruz, falando no início da reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, que teve lugar em Arganil.
Em relação à Linha da Beira Baixa, o presidente da IP afirmou que se trata de “uma situação de deslizamentos de terra e perturbação da plataforma”, e que a intervenção de reparação é difícil devido à “complexidade da localização, muito perto do rio”.
O reparo “entrou na fase de planejamento e deve ser concluído até o final do ano”, disse ele, enfatizando que a IP está “pressionando para que o projeto e a intervenção sejam rápidos”.
Em relação à Linha Oeste, as tempestades que afetaram principalmente a região Central levaram a colapsos graduais de taludes, totalizando “20 declives que cederam ao longo de uma distância de aproximadamente 20 quilômetros”.
“Algumas situações são mais graves”, observou.
Além disso, para a Western Line, os reparos devem ser concluídos até o final do ano.
No final de janeiro, a IP (Infraestruturas de Portugal) também admitiu um possível adiamento do serviço de comboios elétricos na Linha do Oeste até 2028, notando vários atrasos e adiamentos naquele projeto de modernização daquela infraestrutura ferroviária.
Em relação a Alfarelos, no distrito de Coimbra, Miguel Cruz admitiu hoje que algumas soluções adotadas até agora, após as tempestades, foram temporárias.
Durante seu discurso, Miguel Cruz também ouviu críticas e propostas das autoridades locais em relação à ferrovia.
O prefeito da Mealhada, António Jorge Franco, defendeu o uso do ramal de Cantanhede, que liga à Figueira da Foz, para garantir dois circuitos na área, dados os constrangimentos contínuos em Alfarelos.
O prefeito de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, lembrou que havia um acordo para trabalhos estruturais em Alfarelos, mas, mais de seis anos depois, o município ainda não tem resposta, lamentando que o projeto não tenha passado da fase de planejamento.








