Em comunicado, a SATA Holding refere que iniciou o "período de consulta jurídica às entidades representativas dos trabalhadores" afectos à assistência em escala, tendo apresentado o "plano de cisão que prevê a criação de uma nova empresa, a SATA Handling".

"Uma vez concluído o período de consulta aos trabalhadores, a formalização da cisão e a criação da SATA Handling deverão ocorrer durante o mês de março", acrescenta o grupo.

A SATA garante que irá realizar reuniões com os órgãos representativos dos trabalhadores, mostrando-se disponível para prestar "todos os esclarecimentos necessários" e recolher "os respetivos contributos" para promover "total transparência".


"Após a conclusão do processo de spin-off, iniciar-se-á o planeamento da privatização do SATA Handling, que será igualmente conduzido com informação partilhada e diálogo permanente com os trabalhadores", detalha.

O conselho de administração da SATA sublinha que "tomou boa nota das preocupações manifestadas" pelos sindicatos relativamente à condução do processo e à manutenção dos postos de trabalho, e que manterá um "diálogo social estruturado".

"O processo de preparação do spin-off do negócio de 'handling' iniciou-se há cerca de um ano, através de um trabalho aprofundado com a administração do grupo, nomeadamente com as áreas operacionais de assistência em escala."


A SATA salienta ainda que a criação de uma nova empresa dá cumprimento ao plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia e permite "responder às necessidades do mercado".

"Este processo, tal como a privatização da Azores Airlines, constitui parte integrante do plano de reestruturação acordado em 2022 com a Comissão Europeia, estando a sua implementação alinhada com o calendário e as obrigações estabelecidas nesse contexto", lê-se no comunicado.

Em 22 de janeiro, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil(SINTAC) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos(SITAVA) rejeitaram a cisão e privatização do serviço de 'handling' da SATA Air Açores.

Em comunicado conjunto enviado à agência Lusa, os dois sindicatos "rejeitam a cisão e privatização" das operações de handling da SATA e exigem a "suspensão imediata de qualquer ato de constituição de uma nova empresa até à realização de negociações cabais e transparentes".

A 5 de janeiro, a Comissão Europeia prorrogou os prazos para que as companhias aéreas SATA e TAP concluam a venda de activos, condição para a ajuda à reestruturação concedida pelo Governo.

Segundo um comunicado da Comissão Europeia, a Comissão aceitou o pedido de Portugal para prorrogar até 31 de dezembro de 2026, o prazo para a Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (SATA) vender uma participação maioritária (51%) na Azores Airlines, bem como para a cisão e venda da sua unidade de assistência em escala.