No dia 9 de fevereiro, Alexandre Leitão reuniu-se com a CEO da Autoridade de Aeroportos de Hong Kong (AAHK), Vivian Cheung Kar-fay, e com o responsável pelo desenvolvimento de novas rotas.
"O encontro em Hong Kong foi uma oportunidade para tratar de assuntos de interesse mútuo", refere o consulado numa mensagem publicada no Facebook.
Questionado pela imprensa de Macau sobre se as duas partes tinham discutido potenciais voos diretos de passageiros entre Hong Kong e Portugal, Alexandre Leitão não revelou pormenores sobre o encontro.
Em resposta escrita às perguntas da Lusa, a AAHK disse que tem procurado "estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários".
O objetivo é "fomentar relações de cooperação no desenvolvimento de rotas", acrescentou um porta-voz do operador aeroportuário de Hong Kong.
A AAHK também disse que tem trabalhado com o governo da região semi-autónoma chinesa para "estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os existentes".
Hong Kong não tem atualmente nenhum acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018.
Depois de lançar voos para 30 novos destinos em 2025, a AAHK garantiu que "continuará a expandir a sua extensa rede aérea".
Em 3 de abril de 2025, a Ethiopian Airlines lançou a primeira rota de carga de longo curso entre Macau e Madrid.
Na altura, o diretor nacional da Ethiopian Airlines para a China, Aman Wole Gurmu, sublinhou que Macau é "uma plataforma importante" para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.
Em 2003, a China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa e, no mesmo ano, criou o Fórum de Macau.
A organização inclui, para além da China, os países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, a Guiné Equatorial.
Três semanas após o lançamento do voo entre Madrid e Macau, Alexandre Leitão lamentou o facto de a ligação não fazer escala em Lisboa ou no Porto.
Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa do Consulado Geral de Portugal à Lusa indicava cerca de 155.000 portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.
Tanto a Direção dos Serviços de Turismo de Macau como vários deputados - entre os quais o português José Pereira Coutinho, o mais votado nas eleições de setembro - apelaram à retoma dos voos de passageiros de e para Portugal.






