As operações encerram o teste gratuito após 51 dias, com a segunda fase para Anémona ainda por vir.

Os passageiros do ônibus movido a hidrogênio agora terão que validar sua passagem de transporte para fazer a viagem de aproximadamente 12 minutos, que é totalmente segregada na Avenida da Boavista (da Casa da Música até a área do Colégio do Rosário), mas compartilhada com carros na Avenida Marechal Gomes da Costa.

O período experimental do Metrobus, um serviço do Metro do Porto operado pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), foi inicialmente planejado para um mês, mas em 30 de março foi anunciada sua extensão até 19 de abril, com o serviço comercial começando em 20 de abril.

Cerca de um ano e meio após a conclusão das obras entre a Casa da Música e o Império, o metrobus do Porto iniciou sua fase de teste público gratuito em 28 de fevereiro, operando entre 6h e 22h, com frequências de 10 minutos nos horários de pico e 15 minutos em outros horários, frequências também planejadas para o serviço comercial, que são horários inferiores aos previstos quando o projeto foi anunciado em 2021.

A faixa segregada na Avenida da Boavista foi usada por modos de mobilidade suave, como bicicletas e scooters, o que continuou a acontecer durante o período experimental, mesmo após a Câmara Municipal do Porto ter implementado um limite de velocidade de 30 km/h na faixa direita da Avenida da Boavista com sinalização e pintura, sem proteção física para modos suaves.

Ônibus movido a hidrogênio O metrobus

é um ônibus movido a hidrogênio que circula na Avenida Marechal Gomes da Costa e na Avenida Boavista, com paradas nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros

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Por enquanto, a extensão do serviço para Anémona, com paradas em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em construção, está excluída.

O metrobus do Porto regista uma média de seis mil viagens por dia, anunciou a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, no dia 26 de março, durante o IV Congresso das Cidades e Vilas que Andam, no Porto, defendendo que é “absolutamente essencial” assegurar medidas que permitam reduzir os tempos de viagem nos transportes públicos em comparação com o transporte individual.

Mudança na mobilidade urbana

De acordo com o funcionário do governo, “o BRT [Bus Rapid Transit, comumente conhecido como metrobus] efetivamente fez uma mudança estrutural na mobilidade urbana e metropolitana”, observando, no entanto, que é “absolutamente essencial” garantir que seja possível ter transporte público com tempos de viagem competitivos com o transporte individual

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Para Cristina Pinto Dias, os políticos devem trabalhar “essa dimensão e esse componente, para que as pessoas sintam que faz diferença viajar de transporte público, que elas façam a viagem mais rápida, portanto, em menos tempo”.

“Estamos falando de 76 milhões de euros que saíram do bolso dos contribuintes. E, portanto, é importante maximizar esse ativo que atualmente está disponível para a mobilidade, neste caso, a mobilidade da cidade do Porto”, frisou.

Milhões de passageiros

De acordo com o estudo de demanda realizado, o potencial de atração de passageiros da linha Império-Boavista é de 7,4 milhões em 2027,

o “ano de operação do cruzeiro”.

O conjunto de veículos e o sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros, e as obras no terreno custaram aproximadamente 76 milhões de euros.

O Metro do Porto e a STCP asseguram que, em coordenação com a Câmara Municipal do Porto e o Ministério das Infraestruturas e Habitação, “têm cooperado intensamente na melhoria de todos os sistemas associados ao metrobus”.

“Com base em pesquisas realizadas com clientes (mais de três mil entrevistas presenciais em estações e veículos), a taxa de satisfação com o serviço é de 8,7 (em 10). Em termos de desempenho operacional, o tempo médio de viagem entre a Casa da Música — Império é de 12 minutos e meio”, de acordo com as duas empresas

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