A reação da associação surge na sequência de o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, ter alertado que a Europa terá "talvez mais seis semanas de combustível para aviões" se o abastecimento de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz continuar bloqueado.

Em declarações à Lusa, o diretor executivo da RENA, António Moura Portugal, considerou que o aviso deve ser lido como "mais um sério alerta para as consequências que esta guerra está a ter, e em particular para o sector da aviação".

Segundo ele, a escassez de combustível de aviação é um risco teórico em cima da mesa que pode afetar o sector da aviação, bem como outras actividades dependentes de matérias-primas críticas.

Neste cenário, disse, a situação "pode levar à necessidade de reduzir as operações e, eventualmente, aumentar os preços".

António Moura Portugal sublinhou, no entanto, que as companhias aéreas permanecem numa fase de expetativa e de acompanhamento da evolução do conflito, sem medidas drásticas em Portugal relacionadas com a crise no Médio Oriente.

"Até à data, não vi qualquer tipo de definitividade por parte das companhias aéreas [em Portugal]", disse, acrescentando que "neste momento há uma certa expetativa" e que, para já, quer deixar "esta palavra de tranquilidade".