As avarias são recorrentes em várias estações das linhas do metro de Lisboa e, apesar das promessas de resolução que se arrastam há anos, as queixas dos utentes continuam a aumentar.
Segundo a Executive Digest, durante uma semana, 50 dos 121 elevadores estiveram operacionais, atingindo o maior número de avarias alguma vez registado pela empresa nos últimos dois anos. A empresa justifica as avarias com dificuldades na manutenção e na disponibilidade não só de peças mas também de técnicos especializados. Assim, segundo o mesmo órgão de comunicação social, o Metro de Lisboa vai avançar com um investimento superior a 7 milhões de euros a aplicar nas estações Baixa-Chiado e Aeroporto.
Créditos: Wikipédia; Falta de informação
O jornal Público revela ainda que o Metro de Lisboa não dispõe de um serviço público que permita aos passageiros saber se as escadas rolantes estão a funcionar, apesar da promessa já feita pela empresa pública. A situação é mais grave na estação Baixa-Chiado, devido ao percurso de 45 metros, constituído por escadas íngremes, divididas em quatro troços. As avarias recorrentes dificultam a saída da estação, sobretudo para quem tem mobilidade reduzida ou outros problemas de saúde.
Investimentos não sentidos
Desde 2018, foram anunciados vários investimentos em obras que poderiam solucionar o problema, no entanto, as avarias continuam a ser recorrentes. Em janeiro de 2025, foi lançado um concurso público que visava assegurar, até 2030, a manutenção das duas estações mais críticas, onde as escadas rolantes e os elevadores são mais necessários e onde as avarias são mais frequentes. O concurso visava efetuar a manutenção da parte mecânica de 22 escadas rolantes e seis elevadores.
Reclamações crescentes
A Executive Digest, citada pelo Metro de Lisboa, diz que o contrato pertence a um "projeto-piloto de manutenção dedicada", que visa dar resposta a duas das estações mais movimentadas da cidade. Segundo o mesmo órgão de comunicação social, a decisão foi tomada devido às crescentes queixas de utentes e associações cívicas, que chegaram a desafiar o ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz, a visitar as estações afectadas.
As associações que denunciam o estado das estações do Metro de Lisboa dizem que os problemas com as escadas rolantes também se fazem sentir nas estações do Cais do Sodré, Avenida, Intendente, Rato, Saldanha e São Sebastião. Segundo as associações, são raros os casos em que as escadas rolantes funcionam durante um mês inteiro sem qualquer interrupção.
Impacto negativo
Créditos: Wikipédia; O Metrô já reconheceu o impacto negativo das falhas e se justificou com dificuldades em garantir assistência técnica integral para equipamentos de uso intensivo. Segundo a Executive Digest, a empresa revelou que, apesar de algumas reparações serem mais rápidas, outras requerem não só componentes específicos como mão de obra especializada, o que aumenta o tempo de resposta.
Encontrar a solução
O modelo de manutenção a aplicar prevê a presença permanente de técnicos nas estações com problemas, bem como um stock reduzido de peças críticas. Serão também estabelecidos prazos máximos de fornecimento e reparação, bem como penalizações para quem não cumprir os requisitos contratuais. A empresa acredita que este é um passo estratégico que visa a modernização do sistema, com benefícios a serem alcançados em eficiência e redução do tempo de parada dos equipamentos.






