A Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, no concelho de Coimbra, e a empresa Ambiente, juntamente com o Centro de Actividades e Formação para a Inclusão, ambos pertencentes à APPACDM de Coimbra, assinaram hoje um protocolo para assegurar, pelo segundo ano consecutivo, a prestação de serviços de limpeza nos três espaços.

O presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, José Francisco Rodeiro, que foi recentemente reeleito para um segundo mandato, afirmou que a Junta espera renovar este protocolo anualmente até ao final do seu mandato.

Na cerimónia de assinatura do documento, em Coimbra, o autarca garantiu que a Câmara pretende "assegurar, como sempre tem feito, uma excelente intervenção da APPACDM na limpeza dos espaços" que lhe foram confiados pela Câmara Municipal de Coimbra.

Rodeiro deu ainda especial ênfase à integração de "cidadãos que estão ao cuidado da APPACDM" no quadro de pessoal.

"A experiência adquirida em 2025 mostra que esta é uma aposta ganha e importante", assegurou.

A Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais vai pagar por este serviço, que será realizado por oito funcionários da empresa Ambiente e oito utentes do Centro de Actividades e Formação para a Inclusão, um valor mensal de cerca de 1.860 euros, um aumento de cerca de 300 euros face a 2025 (quando o valor rondava os 1.500 euros).

O presidente da Junta de Freguesia descreveu a relação com a APPACDM de Coimbra como "frutuosa e benéfica", quer em termos do interesse público em manter os espaços limpos, quer em termos de colaboração financeira com a instituição.

"A população [das zonas envolvidas], de acordo com as informações adquiridas, recebe muito bem quem lá trabalha e cuida destas ruas", assegurou.

A presidente da direção da APPACDM de Coimbra, Helena Albuquerque, sublinhou que os moradores têm respondido positivamente aos trabalhadores, referindo que o protocolo "reflecte o apoio da sociedade civil à instituição".

A responsável destacou ainda a qualidade do serviço prestado pelos utentes, alguns dos quais "com deficiência ou oriundos de meios muito desfavorecidos", como é o caso dos funcionários da empresa Ambiente, ou "com deficiências mais graves", no caso do Centro de Actividades e Formação para a Inclusão.

Segundo Helena Albuquerque, os funcionários da Ambiente têm contrato de trabalho e, no caso dos utentes do Centro de Actividades e Formação para a Inclusão, trabalham ao abrigo de um protocolo de actividades socialmente úteis, recebendo uma compensação mensal.

No âmbito do protocolo assinado, os trabalhadores vão proceder à limpeza da vegetação que cresce nos passeios, à remoção de folhas e à recolha de lixo deixado na rua, como latas e garrafas, ao longo de oito quilómetros de ruas, feita por fases, todos os dias, conforme especificado pelo secretário da direção e diretor administrativo da APPACDM de Coimbra, José Júlio Pacheco.