De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística(INE), os compradores estrangeiros adquiriram 41.086 casas em Portugal, mais 6,6% do que em 2024.
Das transações registadas, 34.834 foram feitas por estrangeiros com domicílio fiscal em Portugal, representando um aumento de 11,4% face ao ano anterior. Relativamente às transações efetuadas por compradores sem domicílio fiscal em Portugal, registou-se um decréscimo de 14,1% face a 2024.
Quais as nacionalidades que compraram mais casas?
Entre os compradores estrangeiros, os brasileiros foram responsáveis por 9.808 compras, representando mais 27,5% de imóveis do que em 2024.
Depois dos cidadãos brasileiros, os angolanos foram os maiores compradores de casas em Portugal, com um total de 4.145 imóveis adquiridos, um aumento de 2,2% em relação a 2024. Os franceses completam o pódio, tendo comprado 3.765 imóveis em 2025, menos 6,2% do que em 2024.
O INE destaca ainda o dinamismo dos compradores da Ucrânia, Cabo Verde e Venezuela, que "registaram crescimentos no número de transações superiores a 25%" em 2025.
Tendência descendente
O INE revela ainda que o peso das aquisições de imóveis por estrangeiros, de casas para famílias, caiu para 27,6% em 2025, a percentagem mais baixa desde 2021.
No entanto, os estrangeiros continuam a adquirir imóveis mais caros do que os cidadãos portugueses. Enquanto os que têm domicílio fiscal em Portugal compraram imóveis a um custo médio de 234.120 euros, os compradores da União Europeia pagaram em média 335.640 euros, e os cidadãos de outros países gastaram em média 470.277 euros.
Os cidadãos britânicos e americanos compram imóveis em Portugal com preços médios de 512.585 euros e 479.403 euros, respetivamente, "mais de 120% acima do valor médio dos compradores com nacionalidade portuguesa".








