Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa, o Conselho de Ministros aprovou "mais despesa, cerca de mais 48 milhões de euros, para a conclusão do plano de expansão do metro de Lisboa, nas linhas Amarela e Verde, Rato-Cais do Sodré".

"Gostaria de salientar aqui que este aumento eleva o investimento total para 380 milhões de euros, o que corresponde a uma diferença de 80% face à previsão aquando do lançamento do investimento em 2018", disse o porta-voz do Governo.

Leitão Amaro sublinhou que praticamente todo o "aumento de 80% foi decidido em 2022" e, obviamente, agora não se pode "deixar a obra a meio".

"Mas vale a pena pensar como é que se lançou um projeto que acaba com esta dimensão de custos, 380 milhões de euros, para a mobilidade, no centro da capital, em dois bairros que não são particularmente carenciados, e se tomou uma decisão e se comunicou ao país que acaba por custar mais 80%", sublinhou.

De acordo com o plano de expansão do Metro de Lisboa, a linha Circular prevê o prolongamento da estação do Rato (linha Amarela) até à estação do Cais do Sodré (linha Verde), com duas novas estações: Estrela e Santos.

A Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, em outubro de 2024, durante uma audição na comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas e Habitação, revelou que os atrasos nos prazos de execução das três linhas de metro Amarela/Verde, Vermelha e Violeta variavam entre 18 e 30 meses, e os desvios orçamentais rondavam os 500 milhões de euros.

A linha Circular, cuja conclusão estava prevista para dezembro de 2023 e custou 210 milhões de reais, teve até agora quatro revisões, passando para 331,4 ME (um desvio de 58% face ao inicialmente previsto) e uma previsão de conclusão posterior para o segundo trimestre de 2026, mais 30 meses do que o prazo inicial.